A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que apura um esquema bilionário de fraudes no sistema do INSS aprovou nesta quinta-feira (26/2) a quebra de sigilo bancário e fiscal do filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como “Lulinha”.
A quebra de sigilo foi aprovada para apurar suposta ligação de Lulinha com o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “careca do INSS”.
Quando as novas informações surgiram em dezembro, a CPMI do INSS havia rejeitado a convocação de Lulinha para prestar esclarecimentos duas semanas antes. O requerimento havia sido apresentado por parlamentares do partido Novo, que alegaram haver indícios financeiros de uma possível ligação entre operadores do esquema e pessoas próximas ao presidente da República, entre elas o filho de Lula.
O pedido já estava previsto na pauta da CPMI, mas ganhou força após os integrantes da comissão terem acesso ao depoimento de uma testemunha que afirmava que Lulinha teria recebido uma “mesada” de Antunes, que foi preso em setembro.
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